Expressionismo designa um movimento cultural que se manifestou nos mais diversos campos artísticos como as artes visuais, o teatro, a literatura e o cinema.
Nas artes plásticas e na
arquitetura, esta tendência, de dimensão internacional
desenvolveu-se a partir dos finais do século XIX, tendo acontecido uma
importante expansão na Alemanha, no contexto de angústia e de
a agitação social que antecedeu a Primeira Guerra Mundial.
O Expressionismo apresentou-se
em oposição quer no sentido cientista do Impressionismo como à vocação decorativa
da Arte Nova e é
caraterizado pela procura de formas artísticas que exprimem mais livre e
subjetivamente os sentimentos do artista em relação à realidade.
Os quadros tornaram-se o retrato intenso
de emoções, transmitidas através de cores violentas e de pinceladas vincadas e
as esculturas apresentavam formas agressivas, modelações vincadas e texturas
rudes.
Contam-se as obras do pintor
holandês Vincent Van Gogh, marcante pelo uso intenso dos valores cromáticos e
texturais, e do francês Toulouse-Lautrec, nomeadamente pelos temas abordados e
pela liberdade e espontaneidade do desenho.
Os pintores Edvard Munch,
expoente do Expressionismo nórdico, e James Ensor representaram outro momento
de afirmação dos fundamentos da estética expressionista, como temas dramáticos
e obsessivos e pela violência das formas e da cor.
A primeira corrente organizada
dentro no interior do movimento expressionista foi o grupo Die Brücke (A
Ponte), formado em Dresden em 1905, por Ernst-Ludwig Kirchner, Karl
Schmidt-Rottluff, Emil Nolde (1867-1956) e Max Pechstein (1881-1955).
Mais tarde, em 1912, é formado em
Munique o grupo Der Blaue Reiter (O cavaleiro azul) pelos pintores Wassily
Kandinsky e Franz Marc, que reúne um vasto número de artistas alemães, suíços e
russos, constituindo um novo período de afirmação do Expressionismo, mais
ligado às manifestações do inconsciente e à atenção aos valores cromáticos e
formais.

Sem comentários:
Enviar um comentário